Rastreabilidade De Alimentos: Para o Que Serve e Como Funciona!

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O nome parece aquele serviço de GPS no qual acompanhamos a entrega do pedido delivery, no entanto, o termo em si abrange muito mais do isso. A rastreabilidade de alimentos diz respeito ao rastreio da cadeia de abastecimento alimentício completo. Isto é, certificar-se do caminho do alimento desde o produtor até o local de revenda.

Essa prática tem sido bastante utilizada em todo o mundo, a fim de garantir a qualidade dos produtos, reduzindo, assim, qualquer recall de alimentos ou mesmo a publicidade negativa do estabelecimento de revenda. A rastreabilidade de alimentos foi um meio encontrado pela indústria do setor alimentício de solucionar certos incidentes com a produção.

Atualmente, a prática é tida como um instrumento para cumprir a legislação e assegurar determinadas normas de segurança e qualidade dos alimentos, assim como para proporcionar maior cuidado e confiança do consumidor ao produtor que este consome.

Para facilitar sua leitura, separamos o artigo da seguinte forma:

A prática no Brasil e no mundo

A Organização das Nações unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), entende como rastreabilidade de alimento a “habilidade de seguir a movimentação de um alimento por estágios específicos de produção, processo e distribuição”.

Tal iniciativa foi bem recebido pelos governos mundiais, inclusive no Brasil, onde o Instituido Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), diz que esta prática é a “habilidade de se rastrear qualquer alimento por todas as etapas de produção, processo e distribuição até chegar ao consumidor final”.

Sendo assim, a rastreabilidade de alimentos é prevista pela legislação nacional como forma de monitoramento, desde sua origem, passando pela cadeia de distribuição, até chegar à casa do consumidor.

Como funciona a rastreabilidade de alimentos

No Brasil, a Associação Brasileira de Automação é o órgão responsável pela gestão da regulamentação, desenvolvimento e aplicação dos moldes globais de identificação desses produtos em solo nacional.

O procedimento normalmente é feito por meio de quatro formas de monitoramento:

  • Caracteres alfanuméricos
  • Códigos de barras
  • QR Code
  • Chips

Devido à enorme quantidade de empresas de produção, o mercado adotou um sistema de linguagem comum, com o objetivo de tornar os registros mais uniformes. Sendo assim, esses registros precisam ser ordenados e estruturados de acordo com as tecnologias previamente reconhecidas, dessa forma, é possível analisar as informações e resultados de modo compreensível a todos.

Os dados sobre a produção são lançados em uma planilha detalhada e, conforme o tamanho da empresa, se torna necessário um serviço de tecnologia da informação para desenvolver um sistema lógico para rastrear cada item produzido.

De forma bastante superficial, há quatro etapas de rastreamento:

  1. Produtor
  2. Distribuidor
  3. Varejo
  4. Consumidor

No entanto, dentro de cada uma dessas etapas, existe outras dezenas de processos importantes que devem ser seguidos confirme a legislação nacional.

Ou seja, o produtor deve manter o controle de toda sua fabricação, a quantidade que entra, sai, o que foi enviado para revenda, o que está em estoque, a quantia de descarte, o motivo e assim por diante.

Como implementar a rastreabilidade de alimentos

Para executar a rastreabilidade de alimentos é imprescindível a criação de um documento no qual haja a especificação de cada produto rastejável, basicamente, tudo o que a empresa recebe, produz e despacha.

A empresa terá de investir em softwares especializados, e/ou planilhas eletrônicas, para manter o controle da sua produção, armazenando ali as principais informações sobres os intens.

Dito isso, veja quais informações básicas que não podem faltar na rastreabilidade de alimentos.

  • Matéria-prima – registro do recebimento de toda e qualquer matéria-prima. Deve incluir:
  • Data do recebimento
  • Quantidade
  • Lote
  • Origem/Fornecedor
  • Documentação de não conformidades encontradas durante o recebimento
  • Produção – histórico da produção da empresa. Deve incluir:
  • Dia da produção
  • Lote do produto
  • Quantidade produzida
  • Matérias-primas utilizadas
  • Identificação dos lotes
  • Eventuais problemas ocorridos no processo
  • Destino – qual o destino do produto. Deve incluir:
  • Local para o qual foi vendido
  • Produtos destinados a venda
  • Quantidade vendida
  • Números dos lotes
  • Razão Social e CNPJ da empresa de compra, assim como todos seus contatos: endereço, telefone, e-mail

Os principais benefícios na rastreabilidade de alimentos

Implementar essa prática requer atenção, cuidado, determinação e paciência. Mesmo assim, os resultados geram, acima de tudo, credibilidade ao negócio. Atuar dentro nas normas de produção nacional e internacional tem apenas a acrescentar à sua empresa. Veja algumas das principais vantagens na rastreabilidade de alimentos.

1 – Conexão com fornecedores: A prática é vista como relevante para a qualificação do produto e serviço ofertado.

2 – Logística no estoque e oferta: Permite maior velocidade na entrega e recebimento de produtos, da mesma forma que capacita o controle dos preços de compra e venda.

3 – Padrões de identificação: Dessa forma a empresa se adequa aos padrões mundiais de identificação (GS1) e especificações dos supermercados. Abrindo caminho para a exportação.

4 – Destaque: Ao implementar a rastreabilidade de alimentos, a empresa agrega mais valor ao produto, consequentemente, seus itens terão maior destaque nas gôndolas dos estabelecimentos, onde serão expostas as informações sobre a origem do produto.

5 – Segurança e qualidade: As informações a respeito da origem dos produtos, colabora com a verificação do controle de qualidade, o que gera mais credibilidade à empresa.

6 – Conquista o consumidor final: O que as empresas mais buscam hoje é a fidelização da sua marca. As informações sobre o produto é uma forma de se conectar com o consumidor final, conquistando sua admiração e a garantia de retorno.

O mercado é competitivo e não descanso. Se quiser crescer e conquistar mais espaço entre tantos nomes, será necessário caminhar novas rotas, rever estratégias e encontrar cada vez mais diferenciais para destacar seu produto.


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