Experimentar é se descobrir no novo.

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Faz alguns dias que colei grau em Design,  e me sinto muito grato em sair da faculdade e já atuar NA MINHA ÁREA. Em Caps Lock sim! Porque é atuar no verdadeiro sentido do que significa Design: resolver problemas.

Gênesis

No começo da faculdade fui muito bem recepcionado pelos meus veteranos e o corpo docente, o que me inspirou muito a me tornar um aluno engajado. Participei de atlética, centro acadêmico, fui monitor de disciplina da grade pedagógica, organizei exposições, organizei congressos, participei de outros congressos regionais, nacionais, fiz parte do conselho nacional de estudantes de Design – CoNE. Enfim, além da experiência acadêmica, absorvi do universo acadêmico o máximo que pude. O que contribuiu para ampliar minhas Skills e Softs Skills, e por conseguinte me tornei preparado para fazer parte da equipe de Agência de Marketing – B/300, nos últimos semestres da faculdade.

Amadureci muito profissionalmente e pessoalmente fazendo parte dessa equipe. No começo, mal sabia abrir as ferramentas da Adobe, mas com cada degrau subido à cada dia, melhorei bastante, até chegar o ponto que membros do time me pediam dicas e sugestões de como fazer algo nessas ferramentas. Evolui não somente no que diz respeito à conhecimento técnico, até porque eles são voláteis e mudam constantemente,  mas tive contato com conhecimento prático. Como e quando aplicar as metodologias de design que aprendi na faculdade no mundo real? Além de como é me relacionar não somente com o projeto em si, mas com as diversas pessoas por trás e à frente dele: o cliente, a equipe e o usuário. Ao longo do tempo, conheci todo o time; muitos colegas de trabalho viraram amigos pessoais. Depois de um certo tempo já conseguia navegar com facilidade pelo escritório – desde os processos internos de criação e planejamento, até ajudar outras pessoas.

Até o dia que recebi a proposta do Marcos, COO da StayApp e sócio da B/300, para me tornar um Stayer. A primeiro momento, me questionei muito à respeito desse convite,  porque sabia que as experiências que o convite podiam me proporcionar não eram irrelevantes, poderiam ser decisivas na minha carreira profissional daquele momento em diante. Há uma diferença considerável entre trabalhar em um escritório de comunicação e em uma Startup de inteligência de mercado. Porém, por detrás da neblina de um futuro desconhecido, a adrenalina de me descobrir no novo, brilhou mais do que continuar na minha zona de conforto.

A 1° vez a gente nunca esquece.

Meu primeiro contato com a Stay foi um choque cultural! Assim que entrei fui coroado com o título de “Head”, mesmo sem compreender exatamente o que significava isso, e que ele é muito além de um nome bonito. No primeiro momento me senti como se estivesse caindo de um despenhadeiro sem saber onde me segurar, em meio às novas operações, as novas tarefas, os novos protocolos, e ao pajubá das startups: CS, SDR, Breakeven, Churning, Onboarding, Speech, MRR. Siglas e nomes difíceis demais, mas ao meio desse oceano de novidades, senti que o que mais tinha era energia e força de vontade da equipe, em prol de alavancar a Stay e aperfeiçoar cada vez mais o time. E isso mexeu comigo. Além de que, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

Busquei ao primeiro momento, além de me ajustar à nova rotina e adquirir os novos conhecimentos técnicos que precisaria para realizar as tarefas, compreender melhor o que é a Stay. Para isso, comecei por dentro. Enchi muito o saco do time, perguntado sobre tudo. E enxerguei que as equipes dentro do time, seriam partes de um grande organismo. Os C’levels e os Financial Controls são o cérebro e os olhos da Stay, eles enxergam, analisam, futuras projeções, visam novos horizontes, guiam e dirigem o restante do corpo. Os developers sustentam nossas ideias, seriam a estrutura óssea, e por isso seria impossível ficar de pé sem os mecanismos e updates das plataformas. O time de comunicação, corresponde à aparência e identidade desse monstrão, somos a primeira impressão, precisamos chamar atenção para que os SDR’s e os Insides Sales – mãos, braços e boca – conversem, gesticulem com os leads para entendermos como podemos ajudá-los e realizar assim, um aperto de mão. Os CS’s e Onboardings, ajudam os leads a definirem metas, faturamento e recorrência. Precisam ter uma comunicação constante com os nossos clientes, para nutrir essa relação. O atendimento seria o coração, eles são os verdadeiros especialistas sobre o nosso serviço.

Entretanto na Stay, não existem células, existem organelas. Quero dizer não há equipes autocentradas em uma única função, existem operações. Nas quais os membros do time como um todo têm a liberdade de participar, influenciar ou até executar outras operações que não seriam da sua jurisdição. A liberdade não é só de criar dentro da própria área, mas de agregar com sua bagagem em habitats que você jamais se imaginou. O que está em total sintonia com o verdadeiro significado do Design. Problemas estão em todos os lugares para serem solucionados com criações humanas. Inclusive, essas criações aqui, estão sempre na sua versão beta, sempre é buscado otimizar as soluções propostas, por meio de Testes A/B, Growth Hack e muito amor.

Junto à fluidez de poder permear por todas equipes, temos a liberdade de nos organizar em relação às nossas próprias demandas e o timing que cada um é capaz de concluí-las, certamente torna a relação dos Stayers com a Stay mais saudável,  se comparado a relação de funcionário e firma do modelo tradicional.

((( Gratidão )))

    Enfim, só quero dizer que valeu a pena ter apostado no imprevisível, essa experiência está me colocando em situações que jamais vivenciei, e que sem dúvida estão me fazendo crescer profissionalmente, intelectualmente e pessoalmente. Mas os desafios não param né?? Aqui é um desafio novo todo dia. Buscarei me aprofundar mais ainda nas camadas desse “autoconhecimento” aqui na Stay. Para onde o Design se ramifica dentro desse organismo? O que o Design pode contribuir para operações internas e externas? Como devo lapidar minhas softs skills para me tornar um Head melhor? Para conseguir gerir, planejar, criar e executar projetos com maior eficiência e excelência, e para que futuramente treine melhor minha equipe? O que eu, Gustavo, posso oferecer para o time com a minha bagagem? E o que esse ambiente pode oferecer mais para o Gustavo?

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